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Terça-Feira, 10 de Outubro de 2017, 09h:39
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Psiquiatria da Santa Casa fecha após Justiça negar pedido para manter atendimento

Desde esta segunda-feira (9), hospital não interna novos pacientes

Laura Holsback
Capital News

A. Ramos/Capital News

Por desinteresse público setor de psiquiatria da Santa Casa agoniza e vai fechar

Setor atende na Avenida Mato Grosso, mas faz parte da Santa Casa de Campo Grande

O fechamento do setor de psiquiatria da Santa Casa de Campo Grande, que era cogitado desde o início do mês passado, aconteceu a mando da Justiça. Por falta de dinheiro, a Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), mantenedora do hospital, anunciou que novas internações de pacientes seriam interrompidas e provocou ação judicial, aberta pela Defensoria Pública que era contra o fechamento. A decisão contra o pedido saiu na semana passada e desde esta segunda-feira (9), o setor não recebe mais pacientes, sem previsão de retornar o serviço.

A proposta da ação era aumentar os leitos de atendimento, por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), previsto pelo Ministério da Saúde. Porém, o  juiz David de Oliveira Gomes, da 2º Vara de Direitos Difusos Coletivos e Individuais Homogêneos avaliou que não é de competência do Poder Judiciário interferir na administração privada. A decisão diz, ainda, que o Ministério da Saúde não obriga a adesão da RAPS.

Diante da decisão, conforme a assessoria de comunicação, novas internações estão proibidas a partir desta segunda-feira. “Não entra mais pacientes, apenas sai. Conforme avaliação médica do quadro clínico de cada um, eles serão transferidos ao Hospital Nosso Lar”, divulgou.
 
Atualmente, 10 leitos da psiquiatria da Santa Casa estão ocupados e 17 médicos atendem no local. Em setembro, quando o anúncio do fechamento foi feito, o hospital divulgou que os gastos mensais eram em torno de R$ 450 mil. Nesta terça-feira, foi anunciado que R$ 285 mil são usados para manter o setor. A explicação para a diferença é que na primeira conta estavam inclusos gastos variáveis, com reformas predial, por exemplo.

O hospital alega, ainda, que apenas R$ 13 mil são repassados pela prefeitura e outros R$ 6 mil que a unidade recebe são provenientes de pacientes particulares. Portanto, o deficit mensal seria de R$ 266 mil e pela falta de dinheiro é que foi escolhida a opção do fechamento da unidade psiquiátrica.

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