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Acordo com caminhoneiros vai custar R$ 5 bilhões do orçamento, diz Marun

Ministro garante que condições acertadas com a categoria não vão levar a aumento de imposto

Flávio Brito
Capital News

Agência Brasil/Arquivo

Acordo com caminhoneiros vai custar R$ 5 bilhões do orçamento, diz Marun

Ministro Carlos Marun

 

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse nesta sexta-feira (25) que os subsídios concedidos pelo governo à Petrobras para controle dos preços do combustível não serão custeados por aumento de impostos. “Não vai ser por [aumento de] impostos”, garantiu. Segundo ele, R$ 5 bilhões do Orçamento da União serão destinados para este fim. Mesmo em uma situação de ajuste fiscal, em entrevista à Globo News, Marun defendeu a medida. “A Petrobras é um patrimônio do Brasil”, afirmou.

 

Para entrar em acordo com os caminhoneiros e encerrar a greve, o governo se comprometeu a fixar os preços do diesel a cada 30 dias, levando em conta a redução imediata de 10% que também faz parte do acerto. A Petrobras seguirá com a política de reajuste de preços atual e o governo vai pagar à companhia a diferença.

 

Apesar do acordo firmado ontem (24), o protesto dos caminhoneiros prosseguiu hoje. Diante da situação, o presidente Michel Temer autorizou o uso das forças federais para retirar os caminhões das estradas. Perguntado se o governo errou a não prever o início do movimento ou não diagnosticar sua força durante as negociações, Marun diz: “Não admito que governo Temer errou”, e acrescentou: “Agimos em conformidade com a lei e com o Estado de Direito”.

 

“Interdito proibitório concedido hoje pela Justiça Federal veda que a rodovia seja bloqueada. Contudo, continua assegurado o direito de manifestação desde que pacífica e sem interrupção de trânsito A PRF atuará informando e cobrando o cumprimento da decisão judicial por parte de quem interditar a rodovia”, diz os agentes de segurança, em nota, publicada no fim da manhã desta sexta, ao se referir a decisão da juíza federal Janete Lima Miguel, titular da 2ª Vara Federal de Campo Grande, que  concedeu liminar que proíbe a greve dos caminhoneiros de impedir a passagem de qualquer tipo de veículo nas rodovias de Mato Grosso do Sul, seja ele de passeio ou caminhões vinculados a empresas e serviços. Reconhecendo a legitimidade do protesto, mas diz que as pessoas “têm direito de ir e vir”

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